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 Caríssimos filhos, reunimo-nos hoje sob o olhar materno de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos e Mãe dos Sacerdotes, para celebrar com piedade filial e espírito de ação de graças este dia em que a Igreja eleva ao Senhor uma prece especial por seus ministros sagrados. Com o coração reverente, volto-me a vós povo fiel e a todos os presbíteros da Igreja, especialmente àqueles que, nas dioceses muito inativas, continuam a fazer resplandecer a luz de Cristo com humildade e fortaleza após a volta de nossas atividades Eclesiásticas.

O sacerdócio não é conquista humana, mas dom gratuito que excede toda dignidade terrena. É mistério de eleição e cruz, de glória escondida que deve ser explícita e de serviço consumado. Todo sacerdote, ao subir ao altar, deve descer de si mesmo; ao erguer a hóstia santa, deve oferecer também seu coração; ao proferir as palavras da salvação, deve deixar-se transformar por elas. E em nossa realidade assim também deve ser, devemos ser espelho dos que na vida real exercem a sagrada ordem.

Neste tempo em que tantos ventos sacodem a barca de Pedro, os sacerdotes são chamados a ser colunas firmes da fé, fontes de esperança para os abatidos, e testemunhas vivas da caridade de Cristo. Não basta “fazer coisas” pela Igreja; é preciso “ser Igreja” com a alma toda, com as mãos calejadas pela missão e com os joelhos dobrados pela oração. Na vida real os sacerdotes dedicam suas vidas a comunidades, se sacrificam pelo povo, oque nos atrapalha de fazer o mesmo na forma virtual? Mesmo com a vida pessoal, mesmo com estudos e passeios...

Ao clero do mundo inteiro, como Sucessor de Pedro, dirijo um apelo paternal: sede ativos! Sede homens das celebrações quotidianas, do zelo adorante, do amor e da caridade ativa. O Apostolado anseia não por gestores, não por estatuosos, mas por pais espirituais; não por técnicos do sagrado, mas por pastores segundo o Coração do Bom Pastor.

E vós, queridos bispos, sustentai os vossos sacerdotes com o vosso amor, com a vossa oração diária, com o vosso perdão fraterno e com a vossa corresponsabilidade na missão da Igreja. Um sacerdote que se sabe amado por seu bispo será sempre mais forte para lutar e mais generoso para servir.

Que Santa Maria, Mãe da Igreja, interceda hoje por todos os presbíteros do mundo. E que, na hora da nossa páscoa pessoal, possamos ouvir do Senhor estas benditas palavras: “Foste bom e fiel servidor; entra na alegria do teu Senhor.

Com esse espírito, elevemos agora à Virgem Santíssima a prece do Angelus, memória viva do Verbo que Se fez carne para a salvação dos homens. Permaneçam em Cristo, permaneçam em nosso Senhor.

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